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FINAL FELIZ
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Ela está cada vez mais esperta. Espera eu chegar à noite para irmos passear na praça. Se eu corro, ela corre, parece uma lady se deslocando.
Estava sem máquina fotográfica, agora vou tirar o atraso. Ela late quando eu chego à noite e faz muita festa prá mim. É também um grude só com a minha sogra. Basta começar a cozinhar que ela se aninha próximo ao fogão e fica lá, olhando com aquela carinha linda.
O problema no olho melhora e piora, mas não cura. Foi diagnosticada com catarata. Eu já havia percebido que ela tinha dificuldade em ver mais longe e que via somente o vulto. Fiz um teste ficando ao lado do Pedro e chamando pelo nome. Ela ouviu, mas ficou na dúvida para qual lado ir. Quando eu me distanciei do Pedro, ela veio correndo.
Mas como não tem escadas e nada que possa ferí-la, mesmo que fique cega terá muita qualidade de vida. Ela a d o r a o arroz com fígado, cenoura e alho que minha sogra e eu fazemos. Ela é o Grandpa Moses, outro velhinho de 15 anos que mora conosco, têm este opção para comer.
Ela ora dorme na caminha, ora travesseiro de pena (que ela ama) ou no cobertor.
Enfim, ela é um grande anjo e agradeço a Deus todos os dias por trazê-la prá perto de mim.
Sempre conto prá ela as novidades que vc envia. Agora mesmo ela estava aqui ao meu lado e pulou na minha perna. Parece que sabe que estamos falando dos amigos dela. Fiquei todo feliz em dizer a ela que agora todos os coleguinhas dela estão melhor aina do que estavam.
Um forte abraço e parabens para todos vocês.
Euclides
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"A Pipa e a Nina vieram para nossa família no dia 20/out/2007.A Pipa então tinha 5 meses, e a Nina cerca de 2 anos de idade.
Elas foram resgatadas da situação de abandono pelo pessoal da Abeac. E, com sua companhia e amor, resgataram o Seu Carlos da tristeza que ele sentia desde quando ficara viúvo, em maio do mesmo ano. Hoje ele cuida delas como sempre fez com sua esposa e família, com muito carinho e cuidado. E elas cuidam dele, fazem companhia, ficam ao pé do sofá quando ele assiste TV e dão sentido àquele quintal grande da sua casa, preenchendo os espaços com brincadeiras de pega-pega entre si e pega-bolinha conosco. Elas também ajudam a reforçar o elo entre nós, pois todos nos unimos em torno de suas necessidades, carências e carinho.
A Pipa (pretinha) pelo que me contou o pessoal da Abeac, foi encontrada ainda bebê numa caixa junto com sua mãe e irmãozinhos, debaixo de um tanque numa vielinha de uma favela. Toda sua família já havia sido adotada, e ela foi a última. Muito serelepe e agitada, uma moça já havia tentado ficar com ela num apartamento, mas foi impossível. Felizmente o nosso quintal espaçoso permite a ela brincar e extravazar sua energia, por isso acho que nos tornamos a família certa para seu perfil. Seu jeito é alegre, hiperativa, e na maior parte das vezes é ela a culpada pelos tênis mastigados, tapetes resgados, plásticos destruídos e buracos no jardim, entre outros desastres.
A Pipa é a preferida do Seu Carlos, e sabe bem disso. Deita sua cabecinha no pé dele e entende bem o efeito que causa... sabe que sempre será perdoada pois é o seu "anjinho", como ele sempre a chama.
A Nina tem uma história mais dolorida, e as marquinhas deste início de vida sofrida são observadas até hoje: tem medo de tudo, de barulho, de movimentos bruscos, de coisas diferentes e, principalmente, de vassoura. Ela foi encontrada com poucos meses de idade seguindo as pessoas na rua, com barrigão de vermes e doentinha, fuçando lixo pra sobreviver. Seus dentes são fraquinhos pois ela teve que tomar antibióticos quando bebê. Talvez somando esse fato, mais uma manchinha no olho, adicionada ao seu jeito tímido fez com que não quisessem adota-la por tanto tempo, período em que ela morou na casa da sua protetora Eurídice.
Ela é muito carente, sabe pedir carinho com seus olhos lânguidos e movimentos de patinha. Continuamente disputa nosso carinho com a Pipa, mas já entendemos que ela precisa de um espaço de intimidade nosso só com ela (quando a Pipa não está olhando) para suprir um pouco essa carência toda.
Quando vieram em casa no primeiro dia foi a Nina quem primeiro correu pela casa, feliz com o novo espaço e com um pouco mais de privacidade. Antes ela dividia seu espaço com muitos outros cachorrinhos e, apesar de todo amor que recebia, talvez não fosse seu aquele território. Agora é dela e da Pipa tanto a nossa casa quanto o nosso coração.
As duas foram adotadas juntas para também fazerem companhia uma à outra. Assim elas fazem as brincadeiras e os jogos de poder próprios de cães, e não esquecem que são cachorrinhas, sobretudo.
É muito bonito o trabalho do pessoal da Abeac. Para quem critica tamanha devoção a cachorrinhos, é bom lembrar que eles são seres vivos, tornados dependentes pelos próprios seres humanos que, às vezes, os abandonam. E "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", como dizia o "Pequeno Príncipe". Além disso, é emocionante pensar que, a cada nova ponte realizada entre um cachorrinho resgatado e uma nova família, o Amor se desdobra cada vez mais. Mais pessoas podem exercer o carinho, o cuidado e a alegria através destes animaizinhos lapidados para serem a nossa companhia.
Somos gratos àquelas pessoas que, quando viram a barrigudinha sujinha seguindo os pedestres pela calçada não viraram as costas, mas a resgataram, medicaram e a guardaram, até que fôssemos buscá-la- sem nem mesmo sabermos que ela estava nos esperando havia tanto tempo.
Marta, Edgar e Carlos
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Procurava um cãozinho para minha neta Bianca, de 3 anos, quando recebi um email da Marli da Abeac sobre uma cadela salva de afogamento que tinha tido 6 filhotes. Foi difícil decidir mas, ao final, optei pela mais frágil e tímida. Tinha 45 dias e cabia na palma da mão. Bianca, quando a viu, gritou: "é minha maninha!" Maninha é pequenina e tímida, mas muito decidida. Maninha e Bianca são as melhores amigas, uma cuida da outra e se adoram. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Trazer aquele bichinho assustado para nossa família tornou todos nós pessoas muito melhores. Obrigada, Euridice, obrigada ABEAC."
Julia Castro
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ABEAC Copyright © por ASSOCIAÇÃO PARA O BEM ESTAR ANIMAL Todos os direitos reservados. Publicado em: 2008-07-04 (4710 vizualização(ões)) [ Voltar ] |
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